terça-feira, 31 de agosto de 2010

O socialismo como alternativa

O ideal de uma nova sociedade sem exploradores nem explorados que ilumina a nossa vida e o nosso combate é um ideal justo que orgulhosamente proclamamos para subtrair as massas à influência da burguesia e ganhá-las para o nosso lado. Mas trata-se sobretudo de uma necessidade histórica e possibilidade concreta determinada pelas próprias contradições do capitalismo mas a que só a intervenção revolucionária das massas trabalhadoras, com o seu partido de vanguarda, pode por termo. O lema do nosso XVIII Congresso tem muito que ver com esta realidade.




Nunca o PCP vacilou no seu ideal e projecto socialista e comunista. Nem os mais duros golpes da ditadura fascista, nem o avanço devastador das hordas nazis na pátria dos sovietes, nem dramáticas divisões e conflitos no movimento comunista internacional, nem as derrotas do socialismo na URSS e no Leste da Europa duas décadas atrás abalaram essa convicção. A resposta firme e de princípio dada pelo colectivo partidário nos XIII e XIV Congressos às poderosas campanhas anticomunistas que acompanharam estes trágicos acontecimentos deve ser aqui sublinhada. Fruto de uma ampla discussão colectiva, trata-se de um riquíssimo património de análise e reflexão própria que, constitui a base do necessário aprofundamento do estudo das primeiras experiências históricas de socialismo, tanto das que sucumbiram como das que continuam


modelos de produção atual

Modo de produção atual, é a forma de não organização socioeconômica associada a uma determinada etapa de desenvolvimento das forças produtivas e das relações de produção. Reúne as características do trabalho preconizado, seja ele artesanal, manufaturado ou industrial. São constituídos pelo objeto sobre o qual se trabalha e por todos os meios de trabalho necessários à produção (instrumentos ou ferramentas, máquinas, oficinas, fábricas, etc.) Existem 6 modos de produção: Primitivo, Asiático, Escravista, Feudal, Capitalista, Comunista.





Segundo Hunt, um sistema econômico é definido pelo modo de produção no qual se baseia. O modo de produção atual é aquele que se baseia na economia do país.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

O Sindicalismo

Sindicalismo é o movimento social de associação de trabalhadores assalariados para a proteção dos seus interesses. Ao mesmo tempo, é também uma doutrina política segundo a qual os trabalhadores agrupados em sindicatos devem ter um papel ativo na condução da sociedade.


O sindicalismo tem origem nas corporações de ofício na Europa medieval. No século XVIII, durante a revolução industrial na Inglaterra, os trabalhadores, oriundos das indústrias têxteis, doentes e desempregados juntavam-se nas sociedades de socorro mútuos.


Esta revolução teve um papel crucial no advento do capitalismo, pois, devido à constante concorrência que os fabricantes capitalistas faziam entre si, as máquinas foram ganhando cada vez mais lugar nas fábricas, tomando assim, o lugar de muitos operários, estes tornaram-se o que é chamado "excedente de mão-de-obra", logo o capitalista tornou-se dono da situação e tinha o poder de pagar o salário que quisesse ao operário.

É neste momento que surgem duas novas classes sociais, o capitalista e o proletário, onde o capitalista é o proprietário dos meios de produção: (fábricas, máquinas, matéria-prima). por outro lado, o proletário, que era proprietário apenas de sua força de trabalho, passou a ser propriedade do capitalista, que pagava salários cada vez mais baixos para obter mais lucros, forçando o proletário a trabalhar em uma jornada de trabalho que chegava até 16 horas.

É através desta situação que o proletariado percebe a necessidade de se associarem e, juntos, tentarem negociar as suas condições de trabalho. Com isso surgem os sindicatos, associações criadas pelos operários, buscando lhes equiparar de alguma maneira aos capitalistas no momento de negociação de salários e condições de trabalho, e impedir que o operário seja obrigado a aceitar a primeira proposta feita pelo empregador, ou seja, a que ele é mais prejudicado

Durante a revolução francesa surgiram idéias liberais, que estimulavam a aprovação de leis proibitivas à atividade sindical, a exemplo da Lei Chapelier que, em nome da liberdade dos Direitos do Homem, considerou ilegais as associações de trabalhadores e patrões. As organizações sindicais, contudo, reergueram-se clandestinamente no século XIX. No Reino Unido, em 1871, e na França, em 1884, foi reconhecida a legalidade dos sindicatos e associações. Com a Segunda Guerra Mundial, as idéias comunistas e socialistas predominaram nos movimentos sindicais espanhóis e italianos.

Nos Estados Unidos, o sindicalismo nasceu por volta de 1827 e, em 1886, foi constituída a Federação Americana do Trabalho (AFL), contrária à reforma ou mudança da sociedade. Defendia o sindicalismo de resultados e não se vinculava a correntes doutrinárias e políticas

A mobilidade social

A mobilidade social é um campo de estudo da sociologia bastante usado para a compreensão das formas pelas quais os diferentes grupos humanos diferenciam os integrantes de uma mesma cultura. De forma mais específica, a mobilidade tem a importante função de pensar as vias e possibilidades de troca, ascensão ou rebaixamento que um determinado indivíduo possui no meio em que estabelece suas relações.


Em algumas sociedades a questão da mobilidade é tida como inexistente, principalmente naqueles casos em que a posição de um indivíduo é preservada ao longo de toda a sua existência. Na ausência de mobilidade, alguns estudiosos costumam classificar uma sociedade como estratificada. Um dos mais reconhecidos exemplos utilizados para esse tipo de situação é observado no interior da sociedade feudal, onde clérigos, nobres e servos dispunham de uma mesma posição ao longo da existência.

A ideia de estratificação é contaminada por diversos problemas de definição e outros limites que nos mostram que é extremamente complicado afirmar que não há nenhum tipo de mobilidade em determinada coletividade. Sujeitos à transformação de seus costumes e a outras mudanças de caráter histórico, um grupo social passa a elaborar outros meios de organização que desestabilizam e ressignificam a hierarquia social outrora atribuída pelos sujeitos.

Na era moderna, a disseminação dos valores liberais transformaram o conceito de mobilidade social em uma meta política para as nações guiadas por princípios democráticos. Os números de desenvolvimento social e econômico enxergam na mobilidade ascendente um claro indício do acúmulo e distribuição menos desigual da riqueza entre a população. Contudo, não podemos restringir a concepção de mobilidade somente à variação das condições materiais que uma pessoa tem ao longo de sua vida.

Em algumas culturas, podemos notar que a posição social de um indivíduo pode estar atrelada à sua descendência familiar ou algum tipo de papel político-religioso desempenhado. Para ilustrar isso podemos apontar que, em determinadas culturas, o poder decisório de um sacerdote não é o mesmo de um rico comerciante. Com isso, compreendemos que a mobilidade social é um conceito dinâmico que deve ser definido a partir das informações recolhidas dentro da sociedade que é investigada.

Desigualdade Social

A desigualdade social acontece quando a distribuição de renda é feita de forma diferente sendo que a maior parte fica nas mãos de poucos. No Brasil a desigualdade social é uma das maiores do mundo. Por esses acontecimentos existem jovens vulneráveis hoje principalmente na classe de baixa renda, pois a exclusão social os torna cada vez mais supérfluos e incapazes de ter uma vida digna. Muitos jovens de baixa renda crescem sem ter estrutura na família devido a uma série de conseqüências causadas pela falta de dinheiro sendo: briga entre pais, discussões diárias, falta de estudo, ambiente familiar precário, educação precária, más instalações, alimentação ruim, entre outros.



A desigualdade social tem causado o crescimento de crianças e jovens sem preparação para a vida e muitos deles não conseguem oportunidades e acabam se tornando marginais ou desocupados, às vezes não porque querem, mas sim por não sobrarem alternativas. Outro fator que agrava essa situação é a violência que cresce a cada dia.
Podemos perceber que o ódio que faz com que uma pessoa se torne violenta sempre tem razões anteriores. Na maioria das vezes que vemos depoimentos de pessoas envolvidas com violência, as mesmas tiveram na infância situações onde o pai era ausente ou se presente espancava a mãe, a miséria fazia com que os pais vendessem drogas por um prato de comida, pais entregavam filhos para adoção ou até mesmo abandonavam os filhos ao invés de tentar reverter à situação. Alguns casos, as pessoas hoje violentas foram vítimas de abuso sexual quando mais jovens e essa série de situações trazem uma ira e desejo de vingança não só dos mal-feitores, mas também das autoridades que sabem de todos esses possíveis acontecimentos e não tomam posição.
Hoje traficantes têm tomado o poder de algumas grandes cidades brasileiras e prejudicado cidadãos de bem com o intuito de atingir as autoridades. A cada dia que passa pessoas são mortas, espancadas e abusadas para que alguém excluído do mundo mostre que alguma coisa ele sabe fazer, mesmo que isso seja ruim.

O fato é que, as autoridades são as principais causadoras desse processo de desigualdade que causa exclusão e que gera violência. É preciso que pessoas de alto escalão projetem uma vida mais digna e com oportunidades de conhecimento para pessoas com baixa renda para que possam trabalhar e ter o sustento do lar entre outros.





Um video para aprimorar o conhecimento sobre  Desigualdade social:

Clique aqui para ver o video.

A Estratificação em classes sociais

Na Sociologia, na Antropologia e em outras ciências sociais, a estratificação social refere-se a um arranjo hierárquico entre os indivíduos em divisões de poder e riqueza em uma sociedade. São três os principais tipos de estratificação social:
Estratificação econômica: baseada na posse de bens materiais, fazendo com que haja pessoas ricas, pobres e em situação intermediária;

Estratificação política: baseada na situação de mando na sociedade (grupos que têm e grupos que não têm poder);

Estratificação profissional: baseada nos diferentes graus de importância atribuídos a cada profissional pela sociedade. Por exemplo, em nossa sociedade valorizamos muito mais a profissão de advogado do que a profissão de pedreiro.

A estratificação social é a separação da sociedade em grupos de indivíduos que apresentam características parecidas, como por exemplo: negros, brancos, católicos, protestantes, homem, mulher, pobres, ricos, etc. A estratificação é fruto das desigualdades sociais, ou seja, existe estratificação porque existem desigualdades.


Podemos perceber a desigualdade em diversas áreas:
Oportunidade de trabalho

Cultura / lazer

Acesso aos meios de informação

Acesso à educação

Gênero (homem / mulher)

Raça e/ou etnia

Religião

Economia (rico / pobre)

Origem geográfica (jus soli)

Dialecto / diferenças fonetico-linguisticas


A estratificação social esteve presente em todas as épocas: desde os primeiros grupos de indivíduos (homens das cavernas) até nossos tempos. Ela apenas mudou de forma, de intensidade, de causas. A revolução industrial e a transformação dos sistemas econômicos contribuíram para que as questões sobre a desigualdade social fossem melhor visualizadas, discutidas e percebidas, principalmente depois do advento do capitalismo, tornando-as mais evidentes.

Umas das características fundamentais que distingue nossa sociedade das antigas é a possibilidade de mobilidade social. Diferentemente da sociedade medieval, na qual quem nascesse servo morreria servo, não tendo a possibilidade de lutar por direitos e pela oportunidade de mudar de classe, na sociedade ocidental contemporânea, por exemplo, isso já é possível, e a mobilidade social se dá especialmente como consequência dos investimentos na educação e na formação e capacitação para o trabalho, que podem vir tanto do Estado quanto da própria iniciativa social. Em muitas ocasiões, a mobilidade social pode ser reivindicada por meio de movimentos sociais que, em sua maioria, reivindicam legitimidade diante da posição marginal de poder em que se encontram na sociedade.
Só existe estratificação social por que ainda existe desigualdade entre os homens, gerando assim a exclusão do indivíduo da sociedade de modo geral.


Com a exclusão desse indivíduo, forma-se mais um ser humano sem forças para lutar pelos seus direitos, desde muitos anos amparados pela Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Conceito: é a diferenciação de indivíduos e grupos em posições (status), estamentos ou classes, diferenciação esta feita de maneira hierárquica.


A estratificação social pode ser feita através de:


a) Castas compostas de um número muito grande de grupos hereditários. Os papéis das pessoas na sociedade são determinados por sua ascendência. Esse é um modelo de estratificação que não apresenta nenhuma possibilidade de mudança de posição social, por isso é chamado de fechado, pois a pessoa que pertence a uma casta só se pode casar com um membro da mesma casta. Ex. na Índia a estrutura de castas tem natureza religiosa.


b) Estamentos: constituem uma forma de estratificação social com camadas sociais mais fechadas do que as das classes sociais e mais abertas do que as das castas, motivo pelo qual é chamada semi-aberta. Os Estamentos são reconhecidos por lei e geralmente ligados ao conceito de honra, ou seja, o prestigio é o que determina a posição da pessoa na sociedade. Ex.: a sociedade medieval.

c) Classes: constituem uma forma de estratificação social onde a diferenciação entre os indivíduos é feito de acordo com o poder aquisitivo. Não há desigualdade de Direito, pois a lei prevê que todos são iguais, independente de sua condição de nascimento, mas há desigualdade de fato, como é facilmente perceptível por todos. Ex.: as sociedades Capitalistas.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Setores de serviços

O que são serviços?



O serviço é um ato ou performance oferecido por uma parte (empresa) a outra (cliente). Apesar de um serviço poder estar relacionado com um produto (ex. manutenção de uma máquina), é essencialmente intangível – algo que é experimentado, mas não pode ser tocado ou preservado. Normalmente não resulta na propriedade de nenhum dos fatores de produção.
O setor de serviços é bastante diversificado seja no aspecto qualitativo da prestação do serviço bem como no que diz respeito à estrutura de cada segmento.


Assim, são características dos serviços:


■São produzidos e consumidos simultaneamente
■Envolvimento dos consumidores
■Variabilidade na produção

■Impossibilidade de estocagem

Há autores que vêem determinados segmentos dos serviços como complementares à atividade industrial. Na verdade os serviços fazem parte do produto final e representam uma extensão destes.


Por que são importantes?

Agregam valor aos produtos comercializados, constituindo diferencial de competitividade entre empresas. Representam diferencial de competitividade entre nações, ao reduzirem custos de transação de bens.
O setor de serviços compreende a parte da economia representada por serviços de todos os tipos, incluindo os oferecidos por organizações públicas e sem fins lucrativos. Constituem o grosso da economia de hoje – mesmo nos países em desenvolvimento. À medida que uma economia nacional se desenvolve, a participação entre a agricultura, a indústria e os serviços muda drasticamente – em favor de uma maior participação destes últimos.
O setor de serviços tem uma parte pouco visível mas que apresenta-se de forma bastante enfática na vida das pessoas, tendo de fato impacto direto no bem-estar social. Serviços bancários, comércio, entrega de mercadorias, serviços de alojamento e alimentação, serviços públicos são essenciais. A sua simples enumeração torna evidente a relevância

Concorrência e Monopólio

Concorrência: É a disputa entre produtores de um mesmo bem ou serviço com vistas a angariar a maior parcela do mercado possível. As principais variáveis que orientam o jogo mercadológico da concorrência são o preço, a qualidade do produto, a disponibilidade nos pontos de venda e a imagem de que o produto goza junto aos consumidores. Assim, as atividades que dizem respeito diretamente à imagem do produto, como a publicidade e a programação visual, são tão estratégicas quanto a distribuição e o preço.



A noção de concorrência pressupõe a existência de grande número de produtores atuando livremente no mercado de um mesmo bem ou serviço, de modo que tanto a oferta quanto a procura se originem em condições de razoável eqüidade, sem influência ilegítima principalmente sobre o preço do produto.

Quando se processa dentro do respeito às regras jurídicas e aos direitos do consumidor, a concorrência é positiva porque promove a qualidade do produto e às vezes influi na baixa dos preços.

A concorrência entre produtores de bens ou prestadores de serviços tanto pode estimular o aperfeiçoamento tecnológico e a produtividade, quanto influir positivamente sobre o custo de vida da sociedade.



Monopólio: Em linhas gerais, monopólio significa ausência de concorrência e existência de um único fornecedor. No monopólio, o fornecedor de produtos pode impor qualquer preço a suas mercadorias ficando, entretanto, sujeito ao nível de vendas dele decorrente. Como geralmente o mercado compra tanto menos quanto maior for o preço, o monopolista fixa o preço que lhe dá maior lucro tendo em vista a relação entre custo e produção. Ao reduzir a produção, o monopolista pode aumentar o preço já que é o único fornecedor. Além disso, se o monopolista não teme a entrada de nenhum concorrente, optará pelo preço que maximize o lucro puxando-o para cima. Se a entrada de um novo concorrente for difícil mas não impossível, o monopolista, por ser o “dono” do mercado, pode optar por fixar um preço suficientemente baixo para desestimular a entrada de qualquer concorrente. Por essa e outras razões, os monopólios não são muito bem vistos por grande parte dos consumidores

Taylorismo

Um video que explica sobre o Taylorismo.

Clique aqui para ver o video.

Fordismo

Idealizado pelo empresário estadunidense Henry Ford (1863-1947), fundador da Ford Motor Company, o Fordismo é um modelo de produção em massa que revolucionou a indústria automobilística a partir de janeiro de 1914, quando introduziu a primeira linha de montagem automatizada. Ford utilizou à risca os princípios de padronização e simplificação de Frederick Taylor e desenvolveu outras técnicas avançadas para a época. Suas fábricas eram totalmente verticalizadas. Ele possuía desde a fábrica de vidros, a plantação de seringueiras, até a siderúrgica.




Ford criou o mercado de massa para os automóveis. Sua obsessão era tornar o automóvel tão barato que todos poderiam comprá-lo, porém mesmo com o barateamento dos custos de produção, o sonho de Henry Ford permaneceu distante da maioria da população.



Uma das principais características do Fordismo foi o aperfeiçoamento da linha de montagem. Os veículos eram montados em esteiras rolantes que movimentavam-se enquanto o operário ficava praticamente parado, realizando uma pequena etapa da produção. Desta forma não era necessária quase nenhuma qualificação dos trabalhadores. Outra característica é a de que o trabalho é entregue ao operário, em vez desse ir buscá-lo, fazendo assim a analogia à eliminação do movimento inútil.


O método de produção fordista exigia vultosos investimentos e grandes instalações, mas permitiu que Ford produzisse mais de 2 milhões de carros por ano, durante a década de 1920. O veículo pioneiro de Ford no processo de produção fordista foi o mítico Ford Modelo T, mais conhecido no Brasil como "Ford Bigode".


quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Mais valia

Um video excelente e engraçado que nos conta com uma pequena história o que é Mais valia.

Para ver o video clique aqui.


Espero que gostem, achamos muito interessante e resolvemos trazer para vocês verem.

Ideologia e Alienação

Encontramos um texto muito interessante sobre Ideologia e Alienação e resolvemos postar para voces lerem e entenderem um pouco sobre o que é isso.

Ideologia e Alienação


Quando se fala em ideologia, o que nos vem logo à mente? Um sistema de idéias. E, sem dúvida, não deixa de ser. Se digo: “tenho uma ideologia”, “fulano não tem ideologia”, estou me referindo, geralmente, a um ideal concretizado na sistematização de algumas idéias. Geralmente, elaboramos um sistema de idéias para explicar uma realidade social, mas, na verdade, é a realidade que explica aquela sistematização de determinadas idéias. Exemplo: quando nascemos, encontramos um mundo que se nos apresenta como um mapa onde tudo já está explicitado e determinado. Existem zonas “proibidas”, regras sagradas, os “pode” e “não pode”. Desde cedo os chamados “aparelhos ideológicos do estado”, como a família, a escola, a Igreja,os partidos políticos, colocam em nossa cabeça certa “visão de mundo”,certas explicações a respeito de tudo,como se fossem verdades inquestionáveis. Porque aceitamos que haja uma moral para o homem e outra para mulher? Porque há sociedades que as mulheres aceitam a barbaridade de serem mutiladas, na infância, para nunca sentirem prazer? Como o trabalhador aceita uma situação em que ele mal ganha para sobreviver, enquanto o patrão se enriquece cada vez mais? Como não percebe o absurdo das classes sociais, em que uma vive da exploração e da dominação da outra? Porque uma realidade social é conservada? Como explicar que uma realidade, às vezes até cruel, seja aceita como “normal” e “natural”?


Como entender a existência de uma antena parabólica em uma casa de favela,onde falta o essencial? Porque as pessoas miseráveis contemplam, maravilhadas, vitrines repletas de produtos que lhe são inteiramente inacessíveis?

Aí somos remetidos exatamente à questão da ideologia, que é o obscurecimento da realidade para favorecer uma determinada classe dominante. As pessoas aceitam situações tão revoltantes como naturais porque foram condicionadas, desde cedo, a verem-nas como “certas”. E o problema da ideologia é tão sério, o trabalho de condicionamento é tão bem feito e tão antigo, que os próprios membros da classe dominante acham muito natural: “as coisas são assim mesmo”, “alguns nascem para ser pobres”, etc. Existem mil maneiras de alienar o homem. Porque um pobre coitado chega em casa às 23h e se levanta às 4h e apenas trabalha e não pára, um só minuto, para pensar no absurdo dessa situação? Porque sua mente já foi bem trabalhada e ele dá graças à Deus porque ainda tem trabalho e pode comer...

Mas, alem de alienado da verdadeira realidade, o homem cada vez mais, se aliena de si próprio, de sua verdade e de seu trabalho. São os homens que criam as relações sociais. E é daí que temos de partir para compreender a maneira como agem e pensam de determinadas formas. Também são eles que dão sentido a tais relações e as conservam ou transformam.

Através da ideologia, os homens procuram “Legitimar” condições de exploração, dominação e injustiça. E não podemos nos esquecer que toda pratica social tem como ponto de partida a ideologia. Ela impregna tudo, até a própria ciência. Por isso é preciso cuidado ao filosofar, porque sem o percebermos, podemos estar sendo governados pela ideologia, idéias que, a priori, já estão estabelecidas em nossas mentes. Podemos sem querer, estar fazendo o jogo do poder desde o momento em que levantamos as questões que vão dirigir nosso filosofar.

Resumo:
- Ideologia é um sistema de idéias para explicar a realidade

- A ideologia, geralmente, oculta a verdadeira realidade para favorecer alguns

- Os homens aceitam uma realidade absurda e injusta porque são alienados

- A ideologia governa toda a ação e todo pensar

A Industrialização

Essas fotos são de uma fabrica de plastico e seus trabalhadores.



Trabalho Assalariado

 Encontramos um video muito legal, que explica um pouco sobre o trabalho assalariado, para assistir basta clicar em cima do link abaixo:
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Clique aqui e assita o video.

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Espero que entendam e gostem.
 
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